quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Jadson, sobre mudança do Mundial para o Rio: 'Eu preferia em Imbituba'

Atual campeão da etapa brasileira e candidato a novato do ano diz que ondas cariocas são boas quando estão tubulares, mas 'têm balanço muito chato'



Por Gabriele Lomba Rio de Janeiro

Surfe Jadson André Mundial de Imbituba
Jadson André após a vitória no Mundial de Imbituba, em abril
(Foto: Divulgação / ASP)

Logo em sua primeira competição na pequena Imbituba (SC), Jadson André, com uma vitória épica sobre Kelly Slater, americano eneacampeão do mundo, levou o caneco da etapa brasileira do Circuito Mundial. A Praia da Vila, porém ficará apenas na memória, já que, em 2011, o Rio de Janeiro voltará a ser a sede do campeonato. Nono do ranking e cotado para ser o estreante do ano na elite do surfe, o potiguar não gostou da mudança, anunciada nesta semana.

Jadson conhece bem o Rio de Janeiro. Anda por lá desde os tempos em que disputava competições pro júnior. Especialista em aéreos e outras manobras acrobáticas, seria, teoricamente, bem sucedido nas ondas cariocas, propícias para seu estilo de surfar. Mas...

- Se gostei da mudança? Eu preferia em Imbituba...A melhor coisa em Imbituba são as esquerdas longas, mas tem muito vento às vezes. No Rio, a melhor coisa são as ondas tubulares, e a pior é que tem um balanço muito chato.

Surfe Jadson André Mundial de Imbituba
Jadson dá um aéreo nas ondas da Praia da Vila, em Imbituba (Foto: Divulgação / ASP)

A etapa do Mundial foi disputada no Rio de Janeiro até 2001. No ano seguinte, Saquarema, na Região do Lagos, ganhou o direito de receber a elite do surfe. Em 2003, o catarinense Teco Padaratz comprou os direitos do campeonato e o transferiu para sua terra-natal. Nos três primeiros anos, a sede era a Praia da Joaquina, em Florianópolis. Depois, a Praia da Vila, pico que, diante do "flat", sempre salvava, virou o palco principal.

A qualidade das ondas brasileiras é, por sinal, um antigo problema. Até 2008, o campeonato era disputado no fim de outubro, época em que as ondulações não são boas no hemisfério sul. Diante disso, a Associação dos Surfistas Profissionais (ASP) decidiu, no ano passado, alterar o calendário. O Brasil, antes penúltima etapa, passou a receber a elite no primeiro semestre. Neste ano, foi a terceira etapa da temporada, em abril.

Segundo Teco Padaratz, não haverá motivo para preocupações no Rio. O palco principal será a Praia da Barra da Tijuca. Arpoador e Canto do Recreio terão palanques secundários.

- Cobriremos todas as condições de ondulação pela cidade - disse Teco.

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